Câmara aprova proposta que garante Implante Contraceptivo gratuito na rede pública de Mogi

Projeto de lei de Malu Fernandes (foto) garante contraceptivo reversível de longa duração para população em vulnerabilidade social e coloca Mogi das Cruzes à frente da política nacional

De Mogi das Cruzes

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou o Projeto de lei de autoria da vereadora Malu Fernandes (PL) que garante a disponibilização do contraceptivo reversível de longa duração à base de etonogestrel – conhecido comercialmente como Implanon – na rede pública municipal de saúde.

O texto segue agora para apreciação do Poder Executivo. A iniciativa representa um avanço estruturante nas políticas públicas de saúde da mulher e planejamento familiar no município, com foco prioritário nas mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas em situação de rua, que enfrentam maiores barreiras de acesso aos serviços de saúde e aos métodos contraceptivos de alta eficácia.

O Implanon é um método contraceptivo subdérmico de longa duração, indicado para mulheres e adolescentes em idade fértil. A política prioriza especialmente mulheres em situação de maior vulnerabilidade social, como em situação de rua, dependentes químicas, vítimas de violência, no pós-aborto ou pós-parto, além daquelas com múltiplas gestações ou alta paridade. Inserido sob a pele do braço, o implante libera gradualmente o hormônio etonogestrel e oferece proteção contraceptiva por até três anos.

Trata-se de um dos métodos mais seguros disponíveis, com eficácia superior a 99% e taxa de falha inferior a 0,05%, segundo parâmetros internacionais de saúde. A expansão do acesso a métodos contraceptivos reversíveis de longa duração já está prevista no Sistema Único de Saúde (SUS), o projeto permite que Mogi das Cruzes fortaleça a aplicação dessa política pública no âmbito local, organizando o acesso, a capacitação das equipes e a oferta qualificada desses métodos, em consonância com as recomendações nacionais e com as evidências científicas mais robustas.

Ao propor sua implementação imediata na rede municipal, o projeto permite que Mogi das Cruzes se antecipe à consolidação plena dessa política, estruturando desde já uma estratégia local alinhada às recomendações nacionais e às evidências científicas mais robustas. Para Malu, a ampliação do acesso a esses métodos está associada à redução de gestações não planejadas, diminuição de abortamentos inseguros, melhor intervalo intergestacional e impactos positivos nos indicadores de mortalidade materna e infantil.

Segundo a Parlamentar, a proposta tem como eixo central a ampliação do poder de escolha das mulheres, especialmente daquelas em maior vulnerabilidade socioeconômica. Caso seja sancionada pelo Executivo, Mogi das Cruzes passará a oferecer gratuitamente o método na rede municipal, consolidando uma política pública baseada em evidência científica, responsabilidade social e respeito à autonomia feminina.

(Foto: Rodrigo Niemeyer/Assessoria de Imprensa)

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