
Deputado Gilmaci Santos comandou a audiência, acompanhado de Ênio Tatto e do presidente do Legislativo mogiano, vereador Farofa
Miguel Leite – De Mogi das Cruzes
E da Assessoria de Imprensa da CMMC
A implantação do pedágio na Rodovia Mogi-Dutra, que liga Mogi das Cruzes a Arujá passando pela Rodovia Ayrton Senna foi o tema mais criticado durante a 28ª Audiência Pública da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), realizada na manhã desta sexta-feira (10), no plenário da Câmara Municipal da cidade.
A audiência foi comandada pelo deputado estadual Gilmaci Santos (Republicanos), presidente da CFOP (Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento) e contou com as presenças dos deputados Ênio Tatto, Jorge do Carmo e Luiz Cláudio Marcolino, ambos do PT, além do presidente da Câmara Municipal, Francimário Farofa (PL), e dos vereadores Iduigues Martins (PT), Inês Paz (PSOL), Fernanda Moreno (MDB) e Osvaldo Silva (Republicanos).
Lideranças de segmentos diversos da sociedade civil que se inscreveram para usar a tribuna do Legislativo mogiano apresentaram suas reivindicações, com destaque para as áreas de infraestrutura, segurança pública, educação, saúde e proteção aos animais, que serão discutidas e poderão ser incluídas no Orçamento Estadual de 2026.
A questão do pedágio foi o tema mais abordado pelos representantes da sociedade civil, que teceram duras críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que durante sua campanha eleitoral prometeu que não colocaria pedágio na Mogi-Dutra.
Em coletiva de imprensa o deputado Gilmaci Santos foi questionado pelos jornalistas sobre o pedágio, mas o parlamentar não fez nenhuma declaração sobre o assunto. “A questão do pedágio é um assunto exclusivo do Executivo (Governo do Estado). Em todas as audiências que já foram realizadas até agora, foram apresentados problemas pontuais em cada cidade e em cada região e os assuntos abordados nas audiências são relacionados as áreas estratégicas da saúde, segurança e educação”, salientou.
Ao usar a palavra na tribuna, o vereador Iduigues Martins criticou a recente instalação de um pedágio na Rodovia Mogi-Dutra. “Quero dizer não ao pedágio instalado em Mogi das Cruzes. É um presente de grego para a nossa cidade, que penaliza a população mogiana.”
Reforçando a crítica, o deputado Ênio Tatto manifestou preocupação com a política estadual de concessões. “O pedágio é uma preocupação de todos nós, porque o governador Tarcísio tem espalhado pedágios por todo o Estado. Há uma preocupação generalizada em todas as regiões”, disparou Tatto.
O presidente da Câmara, Francimário Farofa, cobrou investimentos nas escolas estaduais do município. “Setenta por cento das escolas estaduais precisam de reforma. Fala-se muito em ensino integral, mas, se não há estrutura adequada para receber os alunos, como vamos cobrar deles? O Governo do Estado precisa investir”, ressaltou Farofa.
A vereadora Inês Paz (PSOL) destacou a natureza política da peça orçamentária. “O orçamento não é apenas técnico, mas político — trata de como vamos usar o dinheiro público do Estado mais rico da Nação. Precisamos aplicar esses recursos da melhor forma possível.”
A audiência foi transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelas redes sociais da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes.
(Foto: Assessoria de Imprensa/CMMC)
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